JdIVdgF6 Por Bruna Weis, desde Porto Alegre. Corresponsal Brasil – @brunasci  –   

O protestos contra o governo Dilma Rousseff tomaram as ruas de cidades brasileiras mais uma vez no último domingo, 12 de abril. E ainda que a manifestação tenha reunido um número menor de participantes — se comparado com 15 de março, quando multidões de pessoas coloriram avenidas em verde e amarelo —, o movimento voltou a ser o assunto nacional. E entre os elementos que contribuíram para isso estavam os discursos a favor da intervenção militar e a “nudez anti-Dilma”.
Na Avenida Paulista, entre uma multidão, carros de som e gritos de protesto, quem chamou novamente a atenção foi a empresária Juliana Isen, 36 anos. Como em 15 de março, a baiana voltou a desfilar praticamente nua pelo centro de São Paulo. Desta vez, já nomeada “a musa da direita”, Juliana vestia uma roupa transparente e tirava fotos para um ensaio para a revista Sexy. O trabalho lhe renderá um cachê de R$ 50 mil.
“(Posar nua) é uma forma de chamar a atenção, para acabar com essa corrupção e com essa roubalheira toda. Também é uma forma de chamar a atenção da Dilma”, disse Juliana ao site Terra.
Eleitora de Aécio Neves no primeiro e no segundo turno nas eleições do ano passado, Juliana se define como uma pessoa alinhada com os ideais pregados pela ala direita da política. Mas suas convicções estremecem quando lhe perguntam: o que é ser de direita?
“Ser esquerda é não gostar do PT”, ela responde.
Quem levou menos sorte foi outra “peladona”: a atriz e bailarina Jéssica Basílio, 25 anos. Totalmente nua e carregando apenas uma faixa com o dizer “Justiça Divina”, Jéssica foi detida pela polícia militar na Avenida Paulita. Ao site iG, a jovem afirmou:
“Meu protesto contra a Dilma é porque ela é a besta (diabo). Ela nos deixou sem nada. E eu pergunto: qual é o problema de eu ficar sem nada, eu nasci sem nada. Não há vergonha no nu”.
Jéssica foi liberada da polícia no início da noite do domingo e deve responder a processo por ato obsceno.
Ainda em São Paulo, outras duas mulheres caminharam pela avenida com cartazes de protesto: “O que sobrou depois de 13 anos?” e “PT: isso é o que sobrou”. Com os seios cobertos com adesivos da cor da pele, elas eram recebidas com aplausos e também xingamentos.
Ainda que não tenham chamado a atenção como as mulheres nuas, cerca de um milhão de pessoas participaram da manifestação antigoverno no último domingo. Entre as principais reivindicações estavam o impeachment de Dilma Rousseff, a intervenção militar e o fim da corrupção.

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